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Livro – Pulga Trapezista

pulga_trapezistaValor: R$15,00

 

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Autora: Nilva Ferraro 

Ilustrações: Jorge Herrmann

Número de páginas: 40

Prefácio:

Uma vez perguntaram a um escultor popular como ele conseguia fazer cavalos de pedra tão perfeitos. Ele não tinha estudo, era um artista instintivo – e no entanto seus cavalos eram obras impecáveis, de um realismo impressionante. Como ele conseguia? Fácil, respondeu o escultor. Era só pegar um bloco de pedra e ir tirando tudo que não fosse cavalo.

Acho que o haikai é mais ou menos isso. O que nos encanta é tudo que foi suprimido, sintetizado ou deixado apenas sugerido para que no fim se produzisse o haikai. Tudo que era desnecessário. Tudo, enfim, que não era haikai.

Os haikais visuais que  complementam a poesia da Nilva também têm esta virtude de coisa depurada até o limite exato entre o singelo e o abstrato. Também sabem onde termina a pedra e começa o cavalo.

O bom haikai vive nesse limite, nessa corda bamba, onde uma palavra a mais ou a menos faria tudo desandar. É o descritivo reduzido a um flagrante revelador, o comovente reduzido a um sorriso cúmplice, o discurso reduzido a poucas palavras suficientes.

E, neste caso, texto e traço são para olhos jovens, que ainda vivem a emoção de descobrir palavras. Um público perfeito para a poesia como um ato de equilibrista.

Luis Fernando Veríssimo.

 

Apresentação:

Em princípio este é um livro infantil. Porém, tem a pretensão, nada modesta, de acompanhar o crescimento físico e intelectual de seus pequenos leitores. E, por outro lado, iniciá-los no espírito do haikai e no amor a natureza, podendo receber mais tarde outros tipos de leitura, até mesmo das suas entrelinhas.

Cumpre assinalar que o haikai – poema concreto – é considerado o menor poema do mundo. De origem japonesa, remonta ao séc. XVI, tendo como seu grande mestre e criador Matsuo Bashoo. Sua métrica é de 5-7-5 sílabas para cada um de seus três versos, totalizando 17 sílabas. A métrica aqui usada não é rígida. Busca em primeiro lugar completar o poema, como modernamente vem sendo adotado.

O haikai pode ser explicado como um retrato com palavras, uma fotografia, um flash do aqui e do agora. Motivando e introduzindo o jovem leitor no mundo mágico do haikai, este poderá funcionar como a Lâmpada de Aladim: ao destapá-la um mundo encantado se revelará.

Outra virtude ou “ganho” do haikai para os jovens é o exercício da síntese de linguagem e conseqüente aumento de vocabulário, além de predispô-los à sensibilidade e à criatividade. Aqui os haikas estão ennriquecidos pelas aquarelas do artista plástico Jorge Herrmann.

A proposta do livro tanto pode ser lúdica como educativa, eis que tudo está em aberto, possibilitando vários tipos de exercícios, como por exemplo, classificar os animais aqui elencados.

Assim é que:
Oi, natureza!
Queremos tuas lições
Sobre os animais.
                                      A Autora.