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ISABEL SIEGLE – “O Despertar da Criatividade” Mostra de Resultados

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A série de imagens selecionadas por Isabel para a nossa mostra, são resultado de uma vivência chamada “desenho cego”, que consiste em desenhar sem ter contato visual com o próprio desenho, mas sim com o objeto que se desenha. O resultado sempre surpreende pela sua expressividade. Isabel percebeu e tirou partido disso, desdobrando o exercício em uma nova proposta, inspirada na liberdade adquirida pelas linhas, que deixam de lado a preocupação em representar a realidade fotográfica para desempenhar um novo papel, ao circunscrever estas áreas de cor.

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Basicamente, os três primeiros trabalhos que vocês veem aqui, se originaram do “desenho cego” de uma chaleira. Esta vivência permite uma percepção mais sutil e intuitiva da natureza dos objetos.

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Na sequência dos trabalhos, Isabel se focou nesta experimentação já não mais vinculada ao “desenho cego”, mas a esta nova relação surgida entre linha, forma e cor.

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Com esta solução, ela encontra algo básico no nosso estudo: a estratégia para desenvolver o ato criativo, ou seja, uma espécie de fórmula visual repleta de possibilidades.

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A solução visual encontrada pela Isabel nos mostra os graus de distanciamento visual que podemos adotar desde um ponto-de-partida. Quando um exercício é feito com concentração e espírito aberto, esse tipo de distanciamento sempre tende a acontecer. Como se o exercício fosse um pavio esperando para ser aceso.

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As obras apresentadas por Isabel Siegle nesta mostra, foram desenvolvidas com caneta nanquim e lápis aquarelável.

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