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ARLETE ESCOBAR – Mostra de Resultados – “O DESPERTAR DA CRIATIVIDADE”

sábado, 19 de dezembro de 2020

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As imagens aqui apresentadas são resultados de um estudo que fizemos com os contrastes de preto e branco e de ritmos internos que uma imagem pode adquirir. Tudo em uma imagem gravita em torno de duas situações: semelhança e contraste. No caso destes trabalhos, ambas as coisas estão muito evidentes. Há um contraste intenso entre o branco e o preto, mas há outros contrastes.

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Mais do que o branco e o preto, há a forma. E em seu estudo, a Arlete se limitou basicamente ao diálogo entre duas formas.

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Bem, mais ou menos: na verdade, quando se trata de arte, a coisa sempre vai mais longe do que aparenta. Veja: há contrastes ente os círculos e as linhas pontilhadas,certo  ? Mas há mais. Há o grande contraste entre os quadros, E entre os círculos, e entre as dimensões dos círculos…

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Mas há mais…

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… há semelhanças…

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… e quando há semelhanças, há algo que é tem um efeito mágico para o olho: ritmo.  E nele, nosso olho navega, num jogo lúdico e agradável.

Estes trabalhos foram realizados em tinta acrílica sobre tela.

LISETE TOLEDO – Mostra de Resultados “O Despertar da Criatividade”

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

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Linha e mancha. Cor e cor. Este universo abstrato surgiu de um exercício de aula. Consistia em cada um de nós sugerir uma linha aberta, que junto com as outras, produzisse uma composição. Apenas um desenho de linhas, mas que a Lisete, desafiada a transformar, me saiu com esta bela imagem.

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Como esta, com ares de Wassily Kandinsky. Uma surpresa para todos nós. Mas como ela chegou até aqui? É que não é tão importante chegar, mas saber como se chegou. É nisso que estamos nesse momento do curso.

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Esta imagem é de quando o universo abstrato começou a se manifestar, dizendo coisas importantes, sem palavras, coisas cifradas, que lá adiante a Lisete foi começou a usar.

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Aqui, novamente uma pintura que resultou de um simples desenho realizado coletivamente durante uma aula. A suavidade de uma linha que insiste em lembrar que nasceu de um desenho, é a marca dessa pintura. Mas ela está bem acompanhada pelas suaves transições de cor trazidas pela aquarela.

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Durante o curso, um desafio vindo lá da faculdade: reler Alfredo Volpi. Um desafio levado muito a sério pela Lisete, que não se iludiu com a aparente simplicidade do nosso grande mestre.

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E a simplicidade, que é um terreno fértil, gerou esta obra, um retalho de possibilidades. Superfícies se expressando numa comunidade  retangular.

As obras da Lisete foram elaboradas majoritariamente em tinta acrílica sobre papel.

DENISE SALTIEL STOBBE – Mostra de Resultados – “O Despertar da Criatividade”

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

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Uma só cor é capaz de dialogar com o fundo branco, que ao contrário do que parece, não e uma superfície inerte. Ao movimento desta cor, o branco reage com um contra-movimento. Sem fazer nada.

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E chegam pequenas figuras laranja, que como que conduzem esse movimento azul. Isso aconteceu por intuição, uma necessidade interna que se manifestou naturalmente.

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Então o azul para. Deixa o movimento e faz figuras. Gera um fundo quase estático. Que o laranja, seu complementar no universo das cores, decide organizar.

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E organiza como se brincasse. Como se o mesmo fundo fosse outro, encontrando no que o azul não tinha mais para dizer, novos dizeres.

Mas eis que surgem novas cores…

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… complementares: violeta e amarelo. E numa dança maluca, geram um movimento intenso, quase um furacão de cor. E acima dele, corajosamente curiosos, pequenos signos flutuam.

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E então, mais cores decidem entrar na dança, gerando novo movimento, um pouco indefinido, indeciso, quase caos. Mas o auxílio vem através de pequenas aves negras, que apenas flutuando no espaço virtual, organizam o fundo.

As obras produzidas pela Denise, foram realizadas com guache sobre papel revestido com PVA.

LIKA DALMASO – Mostra de Resultados “O Despertar da Criativiidade”

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

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A figuração, a paisagem, foram inicialmente as motivações da Lika, ao ingressar no curso. Pintura em preto e branco, já com belos resultados. Mas esta obra acima não é deste período. É bem recente, mostrando o contraste, o absurdo contraste de uma cidade que não sabe lidar com suas árvores: sim, falo de Torres.

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A árvore foi um dos temas que trabalhamos, num estudo envolvendo a obra de Piet Mondrian. Buscávamos um pouco de suas pegadas em busca da abstração completa. Esta imagem e a seguinte, são resultados deste exercício.

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A figura deixa seu protagonismo para se dedicar a um jogo dinâmico com o fundo.

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Às vezes dávamos saltos em direção à abstração completa. aquela que promove o diálogo inesperado,  movido pelo acaso. Aqui, a Lika navega nas sugestões que a mancha lhe sussurra.

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Não parece, mas é um mapa. Não parece por que é um mapa afetivo, um mapa sensível. Esta é Torres, revelada por um olhar que não busca precisão, mas expressão. Não estamos acostumados a mapas assim.

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E eis Lika, pelas mãos de Lika. Um exercício desafiador, realizado sobre um papel preto, com lápis branco, o desenho em negativo.

Nestas obras, a Lika utilizou diferentes materias e técnicas, do desenho a grafite, nanquim e canetinha, a manchas de café e tinta acrílica.

MARCELO DUTRA – Mostra de Resultados “O Despertar da Criatividade”

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

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Um dia, depois de uma aula em que estávamos desenvolvendo técnicas de graduação de luz em aquarela, o Marcelo nos aparece com esta imagem. Pensei que era uma foto, sei eu lá do que. Era algo muito estranho, que desafiava o olhar. O exercício da aula tinha surtido efeito.

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Mas andamos também visitando alguns mestres extraordinários, que em suas pinturas tinham muito  ensinar. Como van Gogh e Munch. E Marcelo fez releituras absolutamente interessantes desses caras, e saiu vítima de um saudável contágio artístico.

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Da obra de Edvard Munch, o Marcelo fez uma releitura qe consistia em mover os elementos da composição para outro ponto-de-vista. E com novos matizes, o grito foi lançado em outra direção…

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Desde o início do curso, oMmarcelo, que queria muito pintar, sabia que aqui ninguém escapa do desenho. E não reclamou disso. Eis o nosso querido “ogro”, como ele mesmo definiu seu desenho, que nasceu de um exercício.

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De um exercício de composição coletiva, surgiu esta pintura, vertida do desenho.

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E de um baita desafio, que foi o convite para participar de um grupo de artistas envolvidos na defesa da biodiversidade, o Marcelo preparou esta imagem, usando a tinta a óleo sobre tela. E daí pra frente não sei, mas imagino. O caminho está aberto. basta a disciplina que traz a liberdade, Marcelo. Prabéns.

Marcelo Dutra utilizou nestas obras, lápis grafite, aquarela, tinta a óleo e acrílica.

LUISE PAZUTTI SANTOS Mostra de Resultados “O Despertar da Criatividade”

domingo, 13 de dezembro de 2020

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Este trabalho foi iniciado independentemente dos exercícios dados em aula, mas já fazendo uso de algumas coisinhas que víamos nas aulas. A aquarela, em sua natureza primordial, que é o frescor, já está manifestada aí.

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Passamos um bom tempo dedicados à figura humana, e disto resultou este trabalho, realizado com aquarela, mas com a presença muito evidente do desenho como limitador de áreas pintadas.

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Um dia, o desafio foi desenhar sore uma superfície colorida, ou seja, sair do hábito de desenhar sobre o branco. Um salutar exercício, esse, que faz a gente perceber que o branco também pode ser usado pra fazer linhas.

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Os exercícios com a linguagem abstrata produziram belas imagens. Essa é uma. As formas, cores, contornos e superfícies aí, estão livres da necessidade de parecer alguma coisa, e falam simplesmente por si próprias.

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E quando o universo é abstrato, não dá pra deixar escapar o Paul Klee e sua linda obra. É uma visita obrigatória, que permite através de releituras como esta, entender as suas motivações e  a forma como elas organizaram o espaço.

Estas obras da Luise foram produzidas em aquarela, nanquim e lápis aquarelado.

EMMA TAVARES – Mostra de Resultados “O Despertar da Criatividade”

sábado, 12 de dezembro de 2020

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Estas pequenas pinturas foram realizadas sobre peças encontradas aqui e ali pelo Dario, companheiro da Emma, outro artesão de alma. São resultado de estudos que fizemos com reflexos em aulas recentes.

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As peças de madeira que o Dario encontra, geralmente à beira mar, em Passo de Torres, são tratadas cuidadosamente, e passadas para a Emma, que tira pleno partido do que elas parecem propor.

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Uma bela rusticidade então, passa a ser acompanhada pela delicadeza das pequenas pinturas, que navegam mansamente, á espera da próxima peça de madeira.

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E como sempre, o inesperado acontece. Desta vez na forma de um farol.

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Mas é preciso sempre recorrer ao desenho, para captar mais repertório.

Esta é uma imagem filtrada de uma reprodução da obra de van Gogh, que a Emma tem em sua sala.

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E o desenho, que é guia e mestre, não pode nunca faltar. Este é um exercício de criação de atmosfera e profundidade, plenamente aproveitado.

As obras apresentadas pela Emma, são pintadas em tinta para madeira, e os desenhos foram feitos com lápis aquarelável e grafite.

MARIA LORENI CARGNELUTTI – Mostra de Resultados “O Despertar da Criatividade”

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

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Este tema foi recorrente em nossas aulas e nos exercícios que ela fez. São plantas, captadas de um livro de botânica para artistas. Suas formas possibilitam um belo exercício de representação de volumes e de distribuição de luz.

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Um exercício de aula cujo objetivo foi desenvolver ritmos. Um com volumes aparentes, outro essencialmente bidimensional.

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A planta lá de cima, que foi representada a partir do livro de botânica, foi o mote para este desenvolvimento gráfico,quase abstrato, no qual o que mais importava era o comportamento das linhas sobre as superfícies.

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E em ritmos sucessivos, as linhas se desdobram. E lá pelas tantas formam formas. E fluem desenho afora. Desenho em sua essência.

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Ainda desenho, mas outro tema. Ainda vegetal. E como vegetal, delicado. Linhas que conversam em duas cores, Sem compromisso. leves como flores mesmo.

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E de uma boa conversa entre as linhas, ás vezes sai uma pintura. Uma aquarela. meio desenho, meio pintura.

As obras  que a Maria Loreni apresenta aqui, foram feitas com nanquim, canetinha, e aquarela.

VERA PY – Mostra de Resultados “O Despertar da Criatividade”

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

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Uma obra de Fra Angelico, sobre a natividade, foi explorada em suas relações espaciais e cromáticas. Nada de detalhes, apenas relações de cor e massas. A chave.

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A mesma imagem, foi trabalhada posteriormente, com liberdade para inserir detalhes. Gosto dela. Por alguma razão que não sei exatamente como identificar. Suspeito que sejam, mais do que os detalhes, a relação destas cores texturadas pelo papel.

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Trabalhando em uma obra de Giotto, a Vera ao final, aplicou o nanquim nos contornos. Foi uma necessidade interna. Pensava ter “estragado” o ttabalho. Discordei com veemência.

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Mas nem  o tema da natividade estava livre de experimentações. Este foi um exercício de “pintar mais depressa”, o que significa em outras palavras, pintar com menos preocupação com o resultado. Independentemente do tema em questão, é nestes momentos que surgem as soluções para futuros trabalhos.

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E afinal, voltamos para o abstrato. Sem sair do tema…

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E de um exercício que começou com muitos e muitos desenhos da mesma ave, surgiu como resultado esta, que não cabe no papel de vontade de voar…

A Vera gosta muito de utilizar o lápis aquarelável, que junto com a aquarela e o nanquim, formam este conjunto.

ISABEL SIEGLE – “O Despertar da Criatividade” Mostra de Resultados

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

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A série de imagens selecionadas por Isabel para a nossa mostra, são resultado de uma vivência chamada “desenho cego”, que consiste em desenhar sem ter contato visual com o próprio desenho, mas sim com o objeto que se desenha. O resultado sempre surpreende pela sua expressividade. Isabel percebeu e tirou partido disso, desdobrando o exercício em uma nova proposta, inspirada na liberdade adquirida pelas linhas, que deixam de lado a preocupação em representar a realidade fotográfica para desempenhar um novo papel, ao circunscrever estas áreas de cor.

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Basicamente, os três primeiros trabalhos que vocês veem aqui, se originaram do “desenho cego” de uma chaleira. Esta vivência permite uma percepção mais sutil e intuitiva da natureza dos objetos.

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Na sequência dos trabalhos, Isabel se focou nesta experimentação já não mais vinculada ao “desenho cego”, mas a esta nova relação surgida entre linha, forma e cor.

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Com esta solução, ela encontra algo básico no nosso estudo: a estratégia para desenvolver o ato criativo, ou seja, uma espécie de fórmula visual repleta de possibilidades.

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A solução visual encontrada pela Isabel nos mostra os graus de distanciamento visual que podemos adotar desde um ponto-de-partida. Quando um exercício é feito com concentração e espírito aberto, esse tipo de distanciamento sempre tende a acontecer. Como se o exercício fosse um pavio esperando para ser aceso.

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As obras apresentadas por Isabel Siegle nesta mostra, foram desenvolvidas com caneta nanquim e lápis aquarelável.